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Conteúdos e análises sobre o que impacta seus investimentos

Para entender o nosso fundo de ações Equitas Selection

Investir em um fundo de ações é uma ótima opção para quem quer alocar parte do seu patrimônio em renda variável. Essa é uma modalidade que, quando bem feita, permite capturar valor em longo prazo. Especialmente no momento em que vivemos, extremamente atrativo para o mercado de ações. Isso por conta da taxa de juros básica da economia, a Selic, em baixa e de empresas prontas para crescer. Fizemos uma análise desse cenário, que chamamos de Tina, aqui. Para adiantar, avaliamos que não há alternativa para ter bons retornos em longo prazo que não passe pelo investimento em renda variável.

Entendendo nosso fundo de ações

No entanto, para quem não está acostumado, pode parecer uma tarefa complexa e difícil. De fato, tudo o que não conhecemos é um pouco assustador. No entanto, à medida em que nos familiarizamos com os termos e práticas, temos uma capacidade melhor de avaliar e tomar decisões e ficamos mais seguros e confiantes.

Estamos no mercado financeiro há muitos anos e nosso propósito é fazer a diferença na construção do patrimônio dos nossos clientes. Por isso, acreditamos que escolher os investimentos certos e ter disciplina são as melhores formas de construir a independência financeira. Segundo dados da Anbima, em 2018, 56% dos brasileiros não possuíam nenhum tipo de aplicação financeira. Dos que tinham, 88% deixavam o dinheiro na poupança, que não é o produto financeiro mais efetivo para a construção de patrimônio.

Tendo isso em vista, vamos publicar uma série de conteúdos esclarecendo como funciona o nosso fundo de ações, o Equitas Selection FIC FIA. Se você quer investir conosco, ele está disponível em diversas plataformas de investimento. Queremos contribuir para que os clientes entendam melhor o nosso universo e sintam-se confortáveis e seguros. Este é o primeiro conteúdo. Vem com a gente!

O que é um fundo de ações (FIA)?

Um fundo de ações é, antes de tudo, um fundo de investimento. Fundo de investimento é uma comunhão de recursos para aplicação em ativos financeiros. Ou seja, é a reunião do dinheiro de várias pessoas (investidores) em um condomínio que tem um CNPJ próprio e um gestor que decide onde alocar os recursos para atingir objetivos específicos. No caso dos fundos de ações, de acordo com a regulamentação da CVM, pelo menos, 67% dos recursos precisam ser alocados em ações negociadas em bolsa de valores.

No nosso caso, o condomínio é o Equitas Selection FIC FIA e o gestor responsável por decidir sobre a alocação dos recursos é o Luis Felipe Amaral

O que é uma cota?

Quando uma pessoa investe no nosso fundo, ela compra cotas. Cada cota é uma fração do fundo e tem seu valor apurado diariamente. Ela é calculada a partir da divisão do patrimônio total do fundo pelo número de cotas. O valor diário da cota pode ser acompanhado na home do nosso site

Quais as taxas cobradas para investir no fundo de ações?

Cobramos dois tipos de taxa, a de administração e a de performance. A taxa de administração é a remuneração pelo trabalho da equipe de gestão do fundo, que pesquisa, estuda e decide onde alocar os recursos. Ela ainda cobre os custos da gestora, que vão desde a estrutura física à custódia e auditoria. No nosso caso, ela é de 2% do valor total investido por cada investidor e é provisionada diariamente e descontada mensalmente. 

Já a taxa de performance é cobrada sobre o valor que excede o benchmark definido, que no nosso caso é o Ibovespa. Ou seja, ela incide sobre o que o fundo render acima do Ibovespa. O Equitas Selection FIC FIA cobra uma taxa de performance de 20%, provisionada diariamente e cobrada semestralmente.   

Para as duas taxas, quando o investidor checa sua carteira nas plataformas de investimento, o que ele visualiza é o valor líquido de taxas. O investidor não precisa efetuar o pagamento dessas taxas, elas são automaticamente descontadas do valor que ele tem investido.

Como é a tributação do fundo de ações?

A tributação do fundo é relativa ao Imposto de Renda e de 15% do valor dos rendimentos. Assim como as taxas de administração e performance, ela é retida na fonte, não precisando ser recolhida. Ao contrário das outras, no entanto, a tributação é descontada quando o investidor resgata o dinheiro investido. 

A tributação de fundos de ações é diferente daquela que incide no investimento direto em ações. No último caso, a cada transação os ganhos precisam ser apurados e uma DARF de pagamento gerada (quando o investidor transaciona mais de R$ 20 mil por mês, até esse limite, não há incidência de impostos). No caso do investimento em fundos, há um sistema específico de tributação, que é responsabilidade da administradora. O investidor não precisa se preocupar com as transações. Ah, e sobre fundo de ações não há incidência do imposto come-cotas.

Qual a diferença entre investimentos em renda fixa e renda variável?

Renda variável é o investimento em ações. Ele dá direito ao investidor de receber proventos da empresa de maneira perpétua. Enquanto a empresa existir, os acionistas recebem o que ela distribuir de dividendos. Não existe prazo ou taxa de remuneração pré-determinados. Caso a empresa tenha resultados negativos os acionistas não recebem nada, caso se saia bem, esse resultado é compartilhado entre todos os acionistas. O que interessa para o acionista é o que uma empresa é capaz de gerar de fluxo de caixa ao longo do tempo. 

A avaliação do valor de uma ação é calculada a partir das suas características e balanço presente e das suas perspectivas futuras de fluxo de caixa. Sendo assim, há um alto grau de incerteza, já que ninguém consegue prever o futuro.  

Já em renda fixa, o investidor empresta o seu dinheiro para uma outra parte – um governo, um banco ou uma empresa – a uma taxa de remuneração fixa por um período determinado de tempo. Essa remuneração pode ser definida por uma porcentagem ou um por um índice. Independente do que a parte que pegou emprestado o dinheiro gerar de resultado, ela vai pagar somente o que acordou. O risco na renda fixa está atrelado a incapacidade de pagamento da devedora.

Como o mercado mede o risco?

Uma das principais medidas de risco que o mercado usa é a volatilidade. Essa é a medida de quanto uma ação varia – a dispersão e a intensidade da variação ao longo do tempo. A volatilidade impacta mais o investidor de curto prazo. Em longo prazo, muitas vezes essas oscilações não são tão grandes e não significam perda de valor.

Riscos do fundo de ação
Investimentos em renda variável oscilam mais em curto prazo

O que determina a variação de preços das ações no mercado?

Isso depende muito de se a avaliação é em curto ou longo prazo. 

Em curto prazo, o que mais impacta os preços são fenômenos comportamentais de investidores, totalmente psicológicos. Às vezes, em um prazo de uma semana, uma ação varia muito de preço sem ter acontecido nada que alterasse os fundamentos da empresa e sua capacidade de geração de lucro em longo prazo. As oscilações, nesses casos, se dão pela psicologia do mercado. Isso é o que mais afeta a performance da renda variável em curto prazo.

Economia comportamental e os preços das ações

O campo de estudos que mais evoluiu nos últimos 30 anos em finanças é o de economia comportamental. Ele descreve como os indivíduos reagem. Tradicionalmente, a teoria econômica considera que as pessoas agem racionalmente, mas na prática o comportamento é bastante irracional. O ser humano tende a agir por medo, aversão à risco. A espécie evoluiu acostumada a responder rápida e irracionalmente ao perigo, aos riscos de curto prazo. Depois é que ele pensa. A reação imediata frente a uma ameaça é fugir do risco. Isso se reflete no movimento de curto prazo dos mercados.

Outro fenômeno que tem uma influência enorme nos movimentos de mercado em curto prazo é a ganância. As pessoas vêem as outras ficando ricas e querem ficar também, o que as leva em busca de um bilhete premiado. O fenômeno das bolhas vem daí. As pessoas começam a se encantar por um certo ativo que vai se valorizando muito acima do que é racional. As oscilações de preço se tornam desproporcionais. Chega um determinado momento em que as pessoas caem na real de que os preços estão completamente descolados da realidade e isso não se sustenta e as bolhas estouram. O mercado é propenso a isso, apesar de não fazer sentido. 

Existe ainda o comportamento de manada, em que as pessoas tendem a se mover em grupos. O ser humano tem conforto na comunidade e, por isso, tem propensão a fazer o que os outros fazem. Isso vale também para os movimentos do mercado que acabam sendo amplificados pelo efeito manada. 

Em longo prazo o que prevalece de fato é o que a empresa entrega de resultado, sua capacidade de geração de caixa. 

Variação do preço das ações
A variação no preço das ações em curto prazo é efeito da psicologia dos mercados

Como um fundo de ações dilui o risco?

 Um fundo investe em diversas ações. Nosso principal mecanismo de controle de risco é o conhecimento aprofundado sobre as empresas nas quais investimos. O Equitas Selection, por exemplo, tem um portfólio de aproximadamente 20 ações de diversos setores da economia e com diferentes fatores de risco . É a velha máxima de não colocar todos os ovos em uma cesta, basicamente. Há também instrumentos financeiros que usamos para proteger o patrimônio do fundo e evitar a perda permanente de capital.  

Todos os fundos de renda variável são iguais?

Não, existem diversos tipos de estratégias de renda variável.

Long short, alocações macro e muitos long biased, por exemplo, são estratégias de curto prazo. Nelas, o gestor busca entender para onde o mercado vai, qual vai ser a reação das ações a algum evento. É uma tentativa de prever o comportamento, a psicologia do mercado. É um jogo de soma zero, já que no fim das contas não há criação de riqueza por trás dos ganhos. É uma aposta em que uma parte vai ganhar às custas de uma contraparte que vai perder.

Já as estratégias de longo prazo, das quais somos adeptos, são baseadas em geração de valor. Você busca entender qual a capacidade das empresas gerarem lucro ao longo do tempo e participa da criação de riqueza em longo prazo. 

Como entender quanto as ações das empresas valem?

Nós trabalhamos com uma pesquisa proprietária muito profunda que mistura análise qualitativa e quantitativa para avaliar o preço das ações. Capturamos informações, analisamos forças de mercado como competição, barreiras de entrada, poder de barganha dos clientes e fornecedores. Também cruzamos diversos bancos de dados e usamos metodologias variadas para apoiar nossas teses de investimento, como a coleta de dados através de pesquisa em campo. Fazemos ainda previsão de fluxo de caixa.  

Escolhemos os ativos que estão sendo vendidos abaixo da sua capacidade de geração de lucro, o que é mais difícil conseguir com as ações que todo mundo já sabe que são boas. Os consensos são refletidos nos preços dos ativos. Por isso, temos foco em um círculo de competências específico e nos especializamos nele. Assim podemos fazer análises que muitas vezes fogem ao praxe do mercado e avaliar boas empresas quando elas ainda  são negligenciadas pelos analistas de mercado. Também nos mantemos completamente sem preconceitos, somos bastante racionais nas nossas avaliações.  

O que é alavancagem? E quais os problemas dessa estratégia?

Alavancagem é o uso de um instrumento de crédito, um empréstimo por exemplo, ou um instrumento derivativo para potencializar os lucros de um fundo. O fundo opera comprado em mais do que o seu valor patrimonial com dinheiro emprestado de terceiros. O problema da alavancagem é que os prazos de vencimento dos instrumentos de alavancagem são geralmente curtos. Com isso, para honrar o pagamento da alavancagem, você pode ser forçado a ter que vender suas ações antes do prazo desejado mesmo que elas estejam caindo de forma injustificada. Isso inviabiliza um horizonte de investimento de longo prazo e aumenta muito o risco. 

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